Horror: como ficaria o Brasil dividido em vários países
Alceu
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em 15/03/2009 10:26
popular
em 20/03/2009 03:13
O agravamento das tensões na fronteira entre a Colômbia e o Equador e a nordestinização da Mesa do Senado, com o fortalecimento dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, além da pendenga entre Brasil e Paraguai por conta do pagamento da energia de Itaipu acendem um sinal de alerta para a América Latina e para o Brasil.
Os inimigos do Brasil e da unidade latino-americana estão ávidos para jogar uns contra os outros e semear uma divisão que interessa apenas às aves de rapina do hemisfério Norte, tanto as dos EUA quanto as da Europa.
Cresce a ofensiva para dividir a Bolívia em dois países. Na Venezuela, há partes do país eleitoralmente dominadas pelos adversários da revolução bolivariana.
O Equador reforça seus efetivos militares e policiais na fronteira com a Colômbia. A situação neste momento é pior do que a levantada em artigo anterior - O sonho dos inimigos do Brasil.
O controle crescente exercido pelo ex-presidente José Sarney e pelo PMDB sobre o governo Lula, a insatisfação dos setores produtivos no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste com os gargalos infraestruturais sugerem aos setores mais reacionários a eventualidade de uma divisão territorial do Brasil.
No Sul, setores da extrema-direita levaram a hipótese de criar a República do Pampa, a partir de um conceito completamente equivocado: o de que "o Sul sustenta o resto do Brasil".
Revoluções esmagadas
No exterior, há interesse em que o Nordeste, dócil a Sarney e a Lula, possa se tornar um País livre da insatisfação das regiões Sudeste e Sul: os estados nordestinos mais a Amazônia seriam uma nação supostamente riquíssima, com um enorme potencial.
Esse país venderia caro os milagrosos produtos que a Amazônia está disponibilizando, com descobertas diárias inclusive de venenos de serpentes que custam milhares de dólares o grama.
Historicamente, sempre que houve insatisfação entre regiões, ocorreram revoltas e revoluções, mas todas, com exceção da Farroupilha, que foi um acordo entre elites, acabaram esmagadas a ferro e fogo.
Mas há muita saudade entre os gaúchos mais radicais desses tempos "heroicos".
"Assim como todos os cidadãos possuem direitos de manifestação de suas preferências políticas, ideológicas, religiosas, sexuais e até clubísticas, algumas pessoas têm o direito de manifestar seu desejo de construir nova pátria... Apesar de discordarmos frontalmente destas idéias, devemos lutar bravamente para o direito de dizê-las", declarou o juiz federal Adel Américo Dias de Oliveira, em sentença da 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre datada de 4 de dezembro de 1995, segundo o movimento O Sul é o Meu País.
"O Brasil não deu certo"
O historiador americano Roderick J. Barman, autor do livro Brazil - The Forging of a Nation (Brasil - o forjar de uma nação), credita à vinda da família real ao Brasil, em 1808, a manutenção do Brasil em suas atuais dimensões.
Ignora que a República também esmagou os movimentos revolucionários à custa de muito sangue derramado.
Mas ele acerta ao estimar que o Brasil dividido em pedaços autônomos seria eclipsado pela Argentina, o maior país do continente. Como a Europa que barra brasileiros, São Paulo iria barrar nordestinos.
O comércio e o intercâmbio entre os seis países seriam mais complexos. Ao vender seus produtos para Goiás, Mato Grosso ou Tocantins, os cariocas, paulistas e paranaenses teriam de pagar tarifas de importação.
No livro "Causas da Inviabilização Econômica da América Portuguesa", de João Paulo de Almeida Magalhães (Editora Paz e Terra, 1996), ficção que aborda o Brasil de 2030 a partir de um hipotético estudo da ONU apontando porque "o Brasil não deu certo", o que impressiona é a razão da fragmentação do Brasil em seis países.
Como ficaria
Haveria uma crise (olha ela aí, gente!) que facilitaria o surgimento de demagogos e um ex-presidente (Sarney? Collor?) que saiu do poder alguns anos antes começaria a mostrar as garras. Com a volta desse antigo personagem ao mando no Brasil, a região mais rica - o Sudeste - iniciaria um processo de emancipação.
Com isso, outras regiões - a Sul, por exemplo, que ficaria isolada do Brasil se o Centro-Oeste também se emancipasse - também iriam se tornar novos países.
Seria o fim da unidade conseguida com o esmagamento das revoluções regionais.
Mas não haveria um final feliz para os seis países decorrentes dessa fragmentação. Ao perder o imenso mercado interno brasileiro, a indústria paulista entraria em colapso, pois os outros cinco países iriam comprar produtos mais baratos na China, na Índia e outros países sul-americanos, digamos.
Já estão até imaginando nomes para os futuros países:
"Pampa"
"Amazonas dos Índios"
"Pantanal de Brasília"
"Sampa de Janeiro"
"Sarneyland"
"MilkMinasShake"
Apesar dos nomes histriônicos, a ameaça de dissensões inter-regionais é histórica: sempre aflora. E com isso, na exposição contundente de Magalhães, todos os seis países em que o Brasil se dividiu seriam seis nações pobres, cheias de problemas.
Até alguém criar juízo e propor finalmente a unidade da América Latina e acabar com essa palhaçada toda de dividir o Brasil e criar inimizade entre as nações da América do Sul.
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Abraços
Se um dia esses países tivessem um mínimo de bom senso eles poderiam DOMINAR O MUNDO. Afinal são celeiros naturais do mundo! A não ser que os alimentos fossem "tomados à força" (o que não deixa de ser uma possibilidade, já que os países desenvolvidos se refestelam com os alimentos produzidos por aqui) poderíamos ter uma boa possibilidade de desenvolvimento de toda a comunidade sulamericana.
Claro que os governanetes do Brasil, assim como dos demais países da América do Sul, são comprometidos com o capital estrangeiro (vendidos, para ser chulo).
Agora, temos que lembrar que o Brasil é um país que faz muita "inveja" a todas as lideranças mundiais. É o único lugar onde a miscigenação (caldeamento racial) foi bem sucedido! Aqui os genes de todas as raças encontraram terreno fértil para se perpetuarem. Isso incomoda muito europeus e norte-americanos que julgam ser a "única raça pura" com direito a ter continuidade na Terra!
Como sempre, valho-me da "Sperança" que você tem em seu nome, para continuar a acreditar que a raça humana, vivendo em qualquer país, dará certo!
Abraços do
Antonio Carlos
Abs,
Babo
Quando Hitler começou, achavam que era apenas um bobalhão, um pintor frustrado e ressentido.
Mas a divisão do país acho dificil de acontecer, mas fica o alerta!!!
hapontes
Minha posição é que a integridade territorial do Brasil é definitiva.
Mas é certo: uma federação com estados mais fortes seria inclusive um antídoto contra essa palhaçada de querer rachar o Brasil.
Dividir o Brasil seria uma tremenda burrice, pois dividi-lo não pulverizaria o poder. Os influentes continuariam feudalizando em suas porções de Terra e com muito mais autonomia. Teríamos muito mais dificuldades, a xenofobia sairia da toca e democratizariamos sim a pobreza desses novos países.
Eu concordo contigo. Precisamos preservar a integridade territorial mas criar estados mais fortes e com mais autonomia de legislar. Não dá pra ter uma lei apenas em um país com tamanha diversidade cultural como o nosso. O modelo estadunidense, por exemplo, nos trás algumas boas lições.
um abraço
Magnífico esse seu texto que trata de umn assunto que quase sempre surge em algum lugar de nosso país. A divisão somente leva ao fracasso, à diminuição de poder e da força. Enquanto muitas nações estão se unindo, não tem o menor sentido dividir o nosso país em várias partes.
Há algum tempo tivemos alguns imbecis do Sul querendo separar o Brasil deles, mas essa idéia era tão idiota que não levou a lugarm nenhum. As vezes encontramos alguns movimentos muito isolados e pequenos tentando levantar essa idéia de dividir o Brasil, mas que logo são sufocadas e sempre leva ao esquecimento.
A idéia do porque os Estados Unidos deram certo e o Brasil não deu é relativa e merece considerações de ordem sociológica, histórica e de nominmação. O Brasil foi indepente em 1922 e os Estados Unidos em 1776, mas mesmo depois da sua independência o Brasil continuou dependente de muitas coisas do estrangeiro, principalmente do ponto de vista econômico. Os Estados Unidos, mesmo antes de serem independentes oficialmente gozavam de uma certa independência econômica com relação à Inglaterra. A propriedade da terra lá era muito melhor divida do que no Brasil.
O Brasil, quase sempre era depedente de uma única cultura ou produto, quando esse produto entrava em decadência, a nação toda também entrava em decadência. Somente, a partir da década de 1950 é que o Brasil tomou o rumo de uma economia de desenvolvimento que durou até 1980. Depois disso, somente agora que está dando mostras de que pode voltar a andar nos trilhos do progresso. Tomara que não saia e nos leve ao lugar chamado de Primeiro Mundo, o mundo desenvolvido.
Abraços
Francisco Castro
Ainda não reagiram, não por falta de coragem, mas pensando que seria pior o fracasso da SD (sooial democracia).
Mas vamos em frente!
O Brasil é dependente, mas deixará de ser.
Essa teoria até que faz sentido, o Brasil é muito grande e a desigualdade social é gritante.
O nordeste não produz quanto o sul, por falta de investimento. Se o nordeste fosse um país independente, com toda certeza teria mais investimento, para prosperar.
Mas isso tem que ser pensado, de forma ordenada.
Muito interessante seu texto,porém acredito ser imposível uma situação dessa,a unidade da Federação é fator de extrema iportância para a consolidação do desenvolvimento,que ao meu ver já está em curso,precisamos apenas de um maior empenho por parte dos cidadãos,precisamos participar mais na administração de nosso país.
Um forte abraço,amigo.
Foi essa a intenção de Magalhães ao mostrar a ruína que seria a formação de países governados por oligarquias regionais.
Abraços.